A Polícia Civil desencadeou, nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, a Operação Rede Fraudulenta, visando o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão preventiva contra integrantes de um grupo criminoso acusado de aplicar golpes financeiros em pessoas idosas.
Durante a ação policial, foram executados três mandados de busca e apreensão em residências e dois mandados de prisão preventiva, todos expedidos pelo Poder Judiciário após pedido da autoridade policial e manifestação favorável do Ministério Público. O foco da operação são três mulheres suspeitas de participarem das fraudes.
As investigações, sob responsabilidade da Delegacia de Estelionato de Cuiabá, revelaram que o grupo abordava principalmente idosos via telefone e também em visitas presenciais, prometendo benefícios como diminuição de parcelas de empréstimos consignados ou a possibilidade de unificar dívidas com condições supostamente mais vantajosas.
Ao estabelecer contato com as vítimas, as investigadas buscavam conquistar a confiança dos idosos. Em seguida, solicitavam informações pessoais, documentos e fotos, sob o argumento de que seriam necessários para formalizar contratos.
Com os dados em mãos, o grupo realizava operações financeiras não autorizadas, entre elas a contratação de empréstimos em nome dos idosos e a efetuação de transferências bancárias por meio de Pix e outros mecanismos. Os valores obtidos eram direcionados, segundo as apurações, para contas controladas pelo grupo criminoso ou por terceiros ligados à quadrilha.
As diligências apontam que os crimes eram praticados de modo organizado, com divisão clara de funções entre as participantes, desde o primeiro contato com a vítima até a efetivação das fraudes financeiras. Essa estrutura dificultava a identificação imediata das responsáveis pelos delitos.
No momento do cumprimento das ordens judiciais, foram recolhidos aparelhos eletrônicos e outros materiais, que serão submetidos à perícia técnica. O objetivo é aprofundar as investigações, identificar mais vítimas em potencial e esclarecer o envolvimento de outros participantes no esquema.
O delegado Marlon Nogueira, responsável pela apuração do caso, afirmou que as investigações prosseguem até a completa elucidação dos fatos e responsabilização penal de todos os integrantes do grupo criminoso.
“É importante que a população desconfie de ofertas de serviços financeiros realizadas por telefone ou por visitas inesperadas, especialmente quando houver solicitação de dados pessoais, fotografias ou assinaturas, recomendando sempre a busca por informações diretamente junto às instituições financeiras oficiais”, disse o delegado.